São Judas Tadeu

São Judas Tadeu

São Judas é chamado de Tadeu ou filho de Tiago para distingui-lo de Judas Iscariotes, o traidor. Seu nome encontra-se nas listas dos doze apóstolos e significa “Deus seja louvado”. O Evangelho de João conservou-nos uma única frase dele, no discurso da última ceia: “Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo” (Jo 14,22). Jesus deu-lhe uma resposta indireta, frisando a necessidade de guardar suas palavras como prova de nosso amor por ele.

Após a descida do Espírito Santo cada apóstolo procurou seu campo de evangelização. Judas Tadeu dirigiu-se para a Síria, Mesopotâmia e Armênia. O historiador Nicéforo afirmou que ele morreu mártir em Edessa. É comum representá-lo com o machado com a qual foi decapitado. Pelo ano 800, no reinado de Carlos Magno, suas relíquias foram transferidas do Oriente para o Ocidente e atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro em Roma.

Dele temos uma carta na Bíblia. Ao que parece foi dirigida aos cristãos que vinham do judaísmo na Palestina, pouco antes da destruição da cidade de Jerusalém (70 d. C.), quando a maioria dos apóstolos já tinha falecido. Assim se expressa: “Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a lutar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos” (Jd 3).

Como a dos outros apóstolos, sua vocação é delineada pelos bispos atuais: “Como sucessores dos apóstolos, junto com o Papa e sob sua autoridade, com fé e esperança aceitamos a vocação de servir o Povo de Deus, conforme o coração de Cristo Pastor” (DAp. 186). Por isso rezava “que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente” (Jd 2).

Sua celebração em 28 de outubro lembra-nos a dignidade de nossa missão “até os confins do mundo” (At 1,8). Ela depende de permanecermos edificados sobre o fundamento apostólico (Ef 2,20) e da habitação divina em nós, fruto da observância da palavra de Cristo. É um dos santos mais populares da Igreja, invocado, sobretudo nas “causas perdidas” ou de urgente necessidade.

Pe. Isaltino Dias
isaltinodias@hotmail.com

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