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Ponte - capa férias

Férias no ritmo de Deus

Bem sabemos que a nossa vida é medida pelo tempo. Há uma cadência, um ritmo na qual vamos vivendo e realizando cada coisa. A vida humana foi criada numa sequência de ações de Deus criador que, como diz o Catecismo da Igreja Católica, “descansou no sétimo dia, depois de toda obra que fizera (Gn 2,2). Ávida humana é ritmada pelo trabalho e pelo repouso” (CIC, 2184).

Na perspectiva da vida cristã o “tempo crono” (cronologia) e o “tempo kairós” (Tempo favorável da graça de Deus) estão em sintonia, mas com característica diferentes. O trabalho e o estudo também são frutos da graça de Deus e edificam o homem, mas é no repouso que o homem deve fazer uma maior experiência com o kairós de Deus, o tempo da graça, da manifestação do amor de Deus. Para que o kairós de Deus aconteça no homem é necessário o repouso do seu coração e da sua alma. Já o livro do Eclesiastes nos fala de um tempo de plantar, de edificar e um tempo para rir, dançar e amar. (cf. Ecl 3,1 ss.).

Daí falamos da importância do Domingo e, de maneira particular, dos meses de Férias e descanso para o cristão. Um tempo esperado e merecido, mas que deve ser vivido da melhor maneira possível. Essa melhor maneira não se trata simplesmente de se ter maior tempo para dormir, navegar na internet, ir ao shopping, à praia, ao cinema. Tudo isso é bom se o sabemos usar, mas o tempo de descanso para o cristão precisa ser de fato um especial tempo de kairós, ou seja, uma ocasião propícia para que o coração e a alma entrem no ritmo de Deus. Um tempo de renovarmos a experiência do Seu amor através da oração, de uma boa confissão, de maior frequência à santa Eucaristia na semana, de um retiro ou mesmo de uma boa leitura de um livro religioso.

Diante da correria do cotidiano, da tempestade de informações e o ritmo alucinante das atividades, aproveitemos as férias para o descanso no ritmo de Deus. Vivamos as férias para que o tempo favorável da graça de Deus, o kairós, se renove em nós e nos refaça as forças, a esperança e a fé. As férias são oportunas para melhor convivermos e celebrarmos a amizade, conversar com os pais, escutar os avós, brincar com as crianças, perceber a natureza, visitar uma pessoa doente, fazer elogios ou mesmo escrever uma poesia.

Que as nossas férias sejam no ritmo de Deus e não do mundo. Deus ama sempre quer seja trabalhando, quer seja descansando. Permitamos que o kairós de Deus dê um novo ritmo às nossas férias e a toda a nossa vida. Feliz Férias!

Por: Antônio Marcos Ferreira de Aquino

Nota 3

Nota de falecimento – Diác. Francisco Roque Guesser

 

 

Com pesar, comunicamos o falecimento do Diác. Francisco Roque Guesser (pai de nosso Pároco), ocorrido no dia de hoje, 09 de outubro.

O Pároco, Pe. Murilo Guesser, bem como sua mãe e irmãos, rezam e convidam todos os fiéis a elevarem sufrágios pela alma e descanso eterno do Diác. Francisco Roque Guesser.

O velório será realizado na Igreja Senhor Bom Jesus (Rachadel, Antônio Carlos -SC).

Missas de corpo presente
10 de outubro às 10h, 13h e 16h (sepultamento após a Santa Missa)
Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a vossa luz.

Nota 1

O que significa exatamente a ideologia de gênero?

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Por: Pe. Hélio Tadeu Luciano de Oliveira

Muito se tem falado sobre a chamada ideologia de gênero. […]Mesmo depois de tantas discussões, creio que uma pergunta pode ainda estar presente: o que é a ideologia de gênero?

Esta falta de clareza da definição sobre o gênero é uma das principais dificuldades para lidar com este problema. Identifico aqui três modos distintos em que a questão de gênero pode ser usada. O primeiro modo é usar a palavra gênero para se referir ao masculino ou feminino. O segundo modo seria para evitar todo tipo de discriminação injusta contra as mulheres ou contra as pessoas com tendência homossexual. Por fim, o terceiro modo seria uma tentativa de desconstrução da sexualidade, seria dizer que ninguém nasce homem e ninguém nasce mulher, que os comportamentos masculino ou feminino são absolutamente desvinculados dos fatos biológicos e que só existem porque foram incutidos nas pessoas por causa da educação.

Isso não se trata de ficção ou de uma questão inventada pelo cristianismo. Em vários países esta terceira interpretação de gênero já foi implementada e tem efeitos catastróficos. Crianças crescem sem saber algo que lhes é fundamental: sua identidade sexual. Na adolescência deverão simplesmente “decidir” o que serão e como se comportarão socialmente, como se a identidade sexual fosse uma mera decisão. Isso gera conflitos enormes adicionados aos que já existem na adolescência.

Assim surge um grande problema: se o uso da palavra gênero é tão amplo e impreciso, por que colocarmos essa palavra em uma lei? Ninguém quer discriminações injustas, mas também ninguém quer que uma criança cresça sem saber sua identidade sexual. Colocar a questão de gênero em uma lei ou nas nossas práticas educacionais – ainda que a intenção inicial seja a de evitar discriminações injustas – deixaria aberta a possibilidade de que nossas crianças cresçam sem saber se são meninos ou meninas e que ninguém mais possa ser educado de acordo com o sexo com o qual nasceu.

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Campanha do Piso – Igreja Matriz

Mais uma vez agradecemos a generosidade de todos os que já estão colaborando com a Reforma da Igreja Matriz!
Este projeto envolve a todos!

Neste final de semana, lançamos mais uma vez a Campanha do Piso, fazendo este apelo a todos que amam a nossa Igreja!

Colabore! Sua ajuda é muito importante para concluirmos esta etapa!

“A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi revelado definitivamente no mistério pascal. A beleza da liturgia pertence a este mistério; é expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra (…) Concluindo, a beleza não é um fator decorativo da ação litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e da sua revelação. Tudo isto nos há-de tornar conscientes da atenção que se deve prestar à ação litúrgica, a fim de que brilhe segundo a sua própria natureza» (Bento XVI Sacramentum Caritatis, n. 35).

Conhecendo sobre as Indulgências

A reconciliação com Deus, embora seja dom da Sua misericórdia, implica um processo em que o homem está envolvido no seu empenho pessoal, e a Igreja, na sua missão sacramental. O caminho de reconciliação tem o seu centro no sacramento da Penitência. Depois do perdão do pecado, obtido mediante este sacramento, o ser humano permanece marcado por aqueles “resíduos”, que não o deixam totalmente aberto à graça. Precisa de purificação, e daquela renovação total, em virtude da graça de Cristo, para cuja obtenção o dom da indulgência lhe é de grande ajuda.

Apelos de índole geral sobre as Indulgências

1. A Indulgência é assim definida no Código de Direito Canônico (cf. cân. 992) e no Catecismo da Igreja Católica (n. 1471): “A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja que, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”.

2. Em geral, a obtenção das Indulgências exige determinadas condições (ver abaixo nn. 3-4) e o cumprimento de certas obras (ver nn. 8-10, onde se indicam as que são próprias do Ano Santo).

3. Para obter as Indulgências, tanto plenárias como parciais, é preciso que, pelo menos antes de cumprir as últimas disposições da obra indulgenciada, o fiel esteja em estado de graça.

4. A Indulgência plenária só pode ser obtida uma vez por dia. Mas para a conseguir, além do estado de graça, é necessário que o fiel:
— tenha a disposição interior do completo afastamento do pecado, mesmo que só venial;
— se confesse sacramentalmente dos seus pecados;
— receba a Santíssima Eucaristia (certamente, é melhor recebê-la participando da Santa Missa, mas para a Indulgência só é necessária a sagrada Comunhão);
— ore segundo as intenções do Sumo Pontífice.

5. É conveniente, mas não necessário, que a Confissão sacramental e, em especial, a sagrada Comunhão e a oração pelas intenções do Papa sejam no mesmo dia em que se cumpre a obra indulgenciada. Estes ritos sagrados e orações devem ser cumpridos dentro de alguns dias (cerca de 20), antes ou depois do acto indulgenciado. A oração, segundo a intenção do Papa, é deixada à escolha do fiel, mas sugere-se um Pai Nosso e uma Ave Maria. Para diversas Indulgências plenárias, é suficiente uma Confissão sacramental, mas requer-se uma distinta sagrada Comunhão e uma distinta prece, segundo a intenção do Santo Padre, para cada Indulgência plenária.

6. Os confessores podem comutar, em favor daqueles que estão legitimamente impedidos, quer a obra prescrita quer as condições requeridas (exceto, obviamente, a separação do pecado, mesmo venial).

7. As Indulgências são sempre aplicáveis à própria pessoa ou às almas dos defuntos, mas não a outras pessoas vivas sobre a terra.

Aspectos próprios do Ano jubilar

Tendo em vista as necessárias condições, de que se fala nos números 3-4, os fiéis podem obter a indulgência jubilar cumprindo uma das seguintes obras, expressas a seguir em três categorias.

8. Obra de piedade ou religião:
— fazer uma piedosa peregrinação a um Santuário ou lugar jubilar (em Roma: uma das 4 Basílicas patriarcais – São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior, São Paulo fora dos Muros – ou a Basílica da Santa Cruz de Jerusalém, a Basílica de São Lourenço “al Verano”, o Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor ou uma das Catacumbas cristãs), participando ali, da Santa Missa, de outra celebração litúrgica (Laudes ou Vésperas) ou de um exercício de piedade (Via-Sacra, Rosário, recitação do hino Akathistos, etc.);
— fazer uma visita piedosa, em grupo, ou singularmente, a um dos próprios lugares jubilares, fazendo ali a adoração eucarística e piedosas meditações, concluindo-as com o Pai Nosso, o Credo e uma invocação à Virgem Maria.

9. Obra de misericórdia ou caridade:
— visitar, durante um tempo adequado, irmãos em necessidade ou em dificuldade (doentes, prisioneiros, anciãos sozinhos, deficientes, etc.), como que realizando uma peregrinação a Cristo presente neles;
— sustentar, com um significativo contributo, obras de carácter religioso ou social (a favor da infância abandonada, da juventude em dificuldade, dos anciãos necessitados, dos estrangeiros nos vários países, em busca de melhores condições de vida);
— ou então dedicar uma certa parte do próprio tempo livre a atividades úteis para a comunidade, ou outras formas semelhantes de sacrifício pessoal.

10. Obra de penitência, pelo menos por um dia:
— abster-se de consumos supérfluos (fumo, bebidas alcoólicas, etc.) ou jejuar;
— fazer abstinência de carne (ou de outro alimento, segundo as especificações dos Episcopados), oferecendo uma proporcionada quantia aos pobres.

Fontes: Catecismo da Igreja Católica/ vatican.va/O Dom da Indulgência